FMI alerta para colapso na demanda mundial

Lagarde destaca que, se a crise se aprofundar, os mercados emergentes, especialmente da Europa Oriental, poderão ser ‘severamente atingidos’ pelas exportações menores

MOSCOU – O economia mundial está entrando em uma fase perigosa que poderá ver um colapso na demanda mundial, afirmou a diretora-gerente da Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, dias depois de uma reunião dos líderes mundiais não conseguir produzir uma solução para resolver a crise da dívida da Europa.

“Nuvens negras estão claramente no horizonte, no oeste da Rússia”, disse Lagarde. “Se nós não trabalharmos juntos, nós poderemos enfrentar uma espiral descendente de incerteza, instabilidade financeira e colapso de demanda mundial.

Falando em Moscou durante sua primeira visita ao país no comando do FMI, Lagarde pediu que os líderes mundiais ajam decisivamente e previnam uma “volta negativa, onde um anêmico e letárgico crescimento colabora para o enfraquecimento financeiro”.

Na última cúpula do G-20 na França, os líderes europeus não conseguiram avançar com seu plano para combater a bola de neve em que se transformou a crise da dívida. Eles também não conseguirem encontrar compradores de potências emergentes para expandir o fundo de resgate da região de ? 440 bilhões para 1 trilhão de euros.

Lagarde alertou que, se a crise se aprofundar, os mercados emergentes da Europa Oriental poderão ser “severamente atingidos” pelas exportações menores e aumento das tensões financeiras. Os bancos da região poderão enfrentar aperto de liquidez, se os credores problemáticos ocidentais retirarem de repente sua exposição devido a problemas domésticos, acrescentou.

“Desta vez, os bancos do Ocidente controladores, que têm sido fundamentais para manter as economias à tona, não estarão mais aqui, necessariamente, para sustentar o crescimento e a saúde desses países”, disse ela.

Ela se reuniu com o presidente russo, Dmitry Medvedev, e funcionários do Ministério das Finanças mais cedo. A Rússia afirmou que considera fornecer assistência, além de seu compromisso de US$ 10 bilhões, para o FMI, em troca de uma participação de voto maior no Fundo. As informações são da Dow Jones.
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

Fonte: Estadão

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