Cientistas de Harvard Suplicam que Paremos o Consumo de Leite

olhos-fechados David Ludwig, médico e doutor especializado em nutrição, publicou diversos artigos acadêmicos focados nos efeitos nocivos de bebidas adoçadas e leite.

Segundo sua última publicação – em Setembro de 2013 – o consumo excessivo de açúcar é diretamente ligado à obesidade, DIABETES, dores inflamatórias, entre outras. Vários órgãos de saúde tem se pronunciado contra o consumo de bebidas adoçadas, inclusive nos EUA, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e a Academia Estadunidense de Pediatria.

Apesar desta boa iniciativa, o consumidor em geral é ludibriado por informações que nada tem de racionais ou científicas, segundo o Dr. Ludwig. Um exemplo é a recomendação que se beba diariamente 3 copos de leite com baixo teor de GORDURA.

A maioria de nós vivemos acreditando que o leite é o melhor alimento para crianças e bebês e que é imprescindível para o seu crescimento SAUDÁVEL. E que os nossos OSSOS vão desmoronar se não bebermos leite o suficiente.

Mas já há muito tempo que várias visões discordantes têm pontuado

que nem sempre isso é verdade e que pode até ser o contrário.

Afinal, quais os benefícios e malefícios do leite? Para entender um pouco MAIS desta polêmica, vou postar os argumentos de ambos os lados para você ponderar e avaliar sua posição.

Cientista de Harvard Dr. David Ludwig questiona a veracidade disso. Em seu artigo recente, publicado no Jornal Medical Association Pediatrics, ele abordou especificamente o valor nutricional de um leite com baixo teor de gordura.

CONTRA: O começo de tudo

122 Antes de mais nada, vale lembrar um pouco como o leite entrou na alimentação humana, há mais de 8 mil anos atrás. Durante centenas de anos, o leite de vaca ou cabra só era consumido por bebês cujas mães não puderam amamentar. Crianças e adultos não bebiam leite por um motivo simples: não lhes fazia bem, pois a maior PARTE das pessoas ainda não havia desenvolvido as enzimas necessárias para digeri-lo.

A FAVOR -> Benefícios do leite: cálcio, proteína e nutrição

A qualidade MAIS famosa do leite é cálcio no corpo, essencial na formação e SAÚDE dos ossos. O leite também é rico em carboidratos, vitamina B12 e potássio, além de ser uma fonte completa de proteínas. Não à toa tem sido essencial na sobrevivência de bebês que não puderam receber leite humano e na prevenção de osteoporose.

Contras: medicamentos, industrialização e muco

A assimilação do leite não-humano foi um processo lento e gradativo e até hoje muitas pessoas têm problema em digeri-lo corretamente.

Já os argumentos contra o leite apontam que o único leite adequado para o os humanos é o leite materno e que somos o único ANIMAL que toma leite depois de crescido, além de ser o único a tomar leite de outras espécies.

COMO nosso organismo não foi criado para digerir o leite, mesmo quem não tem intolerância apresenta consequências ao ingeri-lo: o leite é formador de muco, ou seja, não é uma boa ideia consumi-lo durante um resfriado, por exemplo!

Outra GRANDE preocupação é a industrialização do leite de vaca. O processo de pasteurização, ao mesmo tempo em que elimina bactérias nocivas, mata também PARTE das propriedades nutritivas do leite. Além disso, as vacas tratadas com antibióticos e muitas vezes hormônios e outros medicamentos produzem um leite recheado destas substâncias, ou seja, bebemos todos estes hormônios e medicamentos por tabela.

Antes de consumir mais laticínios, tente educar-se para o que compõe este produto.

Você se surpreenderia de saber que podem haver mais de 20 remédios para dor,

antibióticos e muito mais escondendo-se em seu leite.

Parece que os veganos estavam certos todo o tempo.

Quando a OBESIDADE atingiu proporções epidêmicas, produtos de baixo teor de gordura tornaram-se muito populares e amplamente divulgados como benéficos.

No entanto, logo que a gordura é retirada, ela é substituída por açúcares que podem ser potencialmente mais prejudiciais do que o seu antecessor gordo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e da Academia Americana de Pediatria tem formulado diretrizes para que as  pessoas limitem o consumo de bebidas adoçadas com açúcar, mas essa recomendação não se estendeu ao leite com baixo teor de gordura. Pessoas da maioria dos grupos de idade ainda são incentivadas a beber 3 xícaras por dia.

O Dr. Ludwig questiona a justificativa para promover o consumo de leite com baixo teor de gordura, uma vez que certamente todos os líquidos que contenham calorias deveriam ser tratados com igual cuidado.

A primeira coisa a considerar é a necessidade de leite (integral ou com baixo teor de gordura) em nossas DIETAS. O Dr. Ludwig aponta que os seres humanos não têm nenhuma exigência nutricional de consumo de leite animal. Beber leite é um luxo relativamente recente, e os primeiros seres humanos evoluíram e sobreviveram por milênios sem ele.

Na verdade, alguns outros alimentos têm mais cálcio do que o leite, por exemplo, brócolis, couve, rúcula, espinafre ou todos têm mais de 160 mg/grama. Boas fontes também são sardinhas, nozes, sementes e grãos (você pode ler mais sobre isso no meu artigo anterior sobre melhores fontes de cálcio do que os produtos lácteos). Então, se você não está planejando crescer como uma vaca (ou boi), você realmente não precisa beber muito leite por causa de cálcio. Deverá sim procurar outras fontes minerais além do cálcio, como o magnésio.

Quando se trata de leite de gordura reduzida (teor de gordura de 0% a 2%), o argumento torna-se ainda mais claro. De acordo com o Dr. Ludwig, existem poucos ensaios clínicos randomizados que estudam os efeitos do leite com baixo teor de gordura em comparação com leite integral em relação ao ganho de peso e outros resultados DE SAÚDE.

Pelo contrário, alguns estudos têm demonstrado que, quando as pessoas consomem leite com baixo teor de gordura, elas se sentem menos saciadas. Consequentemente, elas compensam – ou mesmo sobre compensam – por comer mais de outros alimentos e, na verdade, aumentam a sua ingestão calórica.

Além disso, algumas pessoas tomam leite integral pelo seu conteúdo de gordura saturada (60% da gordura do leite). Este tipo de gordura aumenta a lipoproteína (LDL) de baixa densidade, que é o mau colesterol ligado com doença cardiovascular.

No entanto, as gorduras saturadas no leite também aumentam o bom colesterol – lipoproteína de alta densidade (HDL), que tem um efeito cardioprotetor. Uma análise publicada no Journal of Clinical  Nutrition, em 2010, concluiu que não há nenhuma evidência significativa que ligaria gordura saturada na dieta com risco de aumento de doença cardíaca coronária ou doença cardiovascular. Produtos lácteos de gordura completa podem até promover a saúde do coração, controle de DIABETES, ajuda na absorção de vitaminas, menor o risco de câncer do intestino e ajuda na perda de peso.

Uma opção para quem não quer abrir mão do leite animal, mas deseja evitar os principais problemas é adotar uma série de medidas simples mas eficientes:

Optar por leite orgânico: mesmo sendo MAIS caro, vem livre de hormônios e medicamentos;

Alternar com outros tipos de leite, COMO o de cabra, leite de soja (orgânica) ou amêndoas e frutas oleaginosas;

Evitar leite quando estiver com gripe, tosse, bronquite ou sinusite, para evitar formação de muco e

Tentar obter leite de criadores conhecidos ou DIRETO da fonte: hoje em dia é cada vez mais comum que os pequenos produtores passem a vender diretamente aos consumidores.

Fonte: Noticias Naturais

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Antonio Carlos Marques
    jan 07, 2017 @ 16:59:23

    A mais de 35 anos que não tomo leite de forma alguma e não me fez falta, muito pelo contrario, nunca mais tive problemas estomacais

    Responder

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